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Bolsa sobe e dólar cai para R$ 5,07 após dados de inflação nos EUA e movimentações no setor corporativo

Fonte(s): uol, Valor Investe, InfoMoney, Valor Econômico 0 leituras
Bolsa sobe e dólar cai para R$ 5,07 após dados de inflação nos EUA e movimentações no setor corporativo
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O mercado financeiro brasileiro encerrou a última sessão em alta, com o Ibovespa avançando 0,51% e atingindo os 176.641 pontos. O movimento foi impulsionado principalmente pela divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos, onde o Índice de Preços ao consumidor (CPI) apresentou a maior queda no custo de vida em seis anos. Esse cenário de deflação em solo americano provocou um mergulho no valor do dólar, que recuou para a casa dos R$ 5,07, refletindo o otimismo dos investidores quanto a um possível alívio na política monetária global.

No cenário corporativo nacional, as ações da Vale registraram alta de 1,59%, cotadas a R$ 74,01, em um dia marcado pela eleição de Wilfred Theodoor Bruijn como o novo presidente do conselho de administração da mineradora. Outro destaque positivo foi a CVC, que liderou as altas com um salto de 10,4%, enquanto o setor de educação viu a Ânima Educação consolidar a compra da FMU por R$ 410 milhões. Por outro lado, a Ultrapar registrou queda de 2,65% após uma operação de block trade bilionária na qual o fundo CPPIB zerou sua participação na companhia.

Apesar do fôlego vindo do exterior, o crescimento da bolsa brasileira foi limitado por um recado cauteloso do Federal Reserve. O presidente do banco central americano alertou que a guerra contra a inflação ainda não terminou, o que moderou a euforia dos mercados. Paralelamente, o setor de tecnologia enfrentou forte volatilidade após as ações da IBM desabarem 25% em Nova York, registrando a pior sessão de sua história e levantando dúvidas globais sobre os fundamentos e a velocidade dos investimentos em inteligência artificial.

Bolsa sobe e dólar cai para R$ 5,07 após dados de inflação nos EUA e movimentações no setor corporativo
Valor International - Globo

Internamente, dados da economia real e decisões regulatórias também moldaram o humor dos investidores. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) veio abaixo do esperado, o que fortaleceu as apostas no mercado de opções da B3 para um novo corte de 0,25% na taxa Selic na reunião de agosto. No campo jurídico e de crédito, a Oncoclínicas protocolou um pedido de recuperação extrajudicial envolvendo dívidas de R$ 1 bilhão em CRIs, enquanto a CVM suspendeu uma oferta de fundo de crédito do Bradesco por irregularidades no registro.

O setor de energia e logística também apresentou movimentações relevantes com a aprovação, pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), do aumento da mistura de etanol na gasolina para 32% pelo período de seis meses. No Congresso, o Senado avançou com o piso para o frete de caminhoneiros para evitar paralisações. Esses fatores, somados à variação das commodities, com o petróleo apresentando volatilidade, mantêm o investidor em estado de alerta para os custos operacionais de grandes transportadoras e petroleiras.

Para as próximas semanas, a atenção do mercado se volta para o desdobramento da temporada de balanços nos Estados Unidos e os novos indicadores de atividade econômica no Brasil. A consolidação do patamar atual da bolsa dependerá da confirmação da trajetória de queda dos juros americanos e da manutenção da estabilidade política interna. Analistas apontam que a cautela deve permanecer como tônica, especialmente diante das tensões geopolíticas internacionais que continuam influenciando o preço de insumos básicos e o fluxo de capital estrangeiro para mercados emergentes.

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