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Câmara aprova fim da escala 6x1 enquanto EUA classificam facções brasileiras como terroristas

Fonte(s): CNN Brasil, G1, Valor Econômico, UOL 1 leituras
Câmara aprova fim da escala 6x1 enquanto EUA classificam facções brasileiras como terroristas
Folha - UOL

A Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, a proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. O texto, que agora segue para análise do Senado Federal, estabelece uma nova jornada máxima de 40 horas semanais, mantendo a proibição de redução salarial. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a aprovação como uma conquista histórica e civilizatória, enquanto o relator da matéria, deputado Hugo Motta, costurou um acordo para que a transição ocorra no prazo de um ano a partir da promulgação da medida, prevista para ocorrer em 2026.

A negociação política entre o governo e a liderança da Câmara foi decisiva para destravar a votação, resultando na redução de duas horas na carga horária semanal. Apesar do avanço na Câmara, o Palácio do Planalto aguarda sinais do senador Davi Alcolumbre para garantir que o projeto não sofra resistências no Senado. A discussão sobre a mudança na jornada de trabalho ocorre em um momento de indicadores econômicos mistos, com a taxa de desemprego atingindo 5,8% no trimestre encerrado em abril, mas com uma percepção popular de perda de poder de compra devido à inflação persistente, especialmente no preço dos alimentos.

No campo da segurança pública e relações exteriores, o governo brasileiro reagiu à decisão dos Estados Unidos de declarar as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Segundo assessores especiais da presidência, a medida é vista com cautela, sob a justificativa de que qualquer pretexto para intervenção externa no território nacional é inaceitável. Por outro lado, parlamentares de oposição, como o senador Flávio Bolsonaro, elogiaram a decisão americana, afirmando que a nova classificação fortalece o combate global contra o crime organizado.

Câmara aprova fim da escala 6x1 enquanto EUA classificam facções brasileiras como terroristas
G1 - Globo

Paralelamente à decisão diplomática, investigações da Receita Federal e da Operação Fluxo Oculto revelam a sofisticação financeira destas facções. Fintechs sediadas na região da Faria Lima, em São Paulo, são investigadas por movimentar mais de R$ 26 bilhões para o crime organizado. De acordo com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, a descoberta de que uma única instituição financeira movimentou sozinha R$ 1 bilhão para o PCC acendeu um sinal de alerta máximo nas autoridades sobre a fiscalização e a segurança do sistema financeiro nacional.

Enquanto o país lida com crimes financeiros, o sistema bancário também passa por ajustes institucionais. O Fundo Garantidor de Crédito fechou um acordo para emprestar R$ 6,5 bilhões ao Banco de Brasília, em uma operação de socorro que não envolve repasses diretos de recursos da União. A medida visa estabilizar a instituição e garantir a continuidade das operações de crédito, um setor que tem sido monitorado de perto diante das flutuações nas taxas de juros e da necessidade de preservar a autonomia de bancos centrais internacionais, cujas decisões impactam diretamente os fluxos de investimento no Brasil.

Os próximos desdobramentos dependem da celeridade do Senado na pauta trabalhista e das consequências práticas da nova classificação de terrorismo imposta pelos Estados Unidos, que pode dificultar transações financeiras internacionais e congelar ativos ligados às facções. O governo federal mantém o foco na agenda econômica, tentando equilibrar o otimismo com o crescimento do PIB e o controle da inflação para recuperar a popularidade. A expectativa é que, com a redução da jornada de trabalho e o combate mais rígido ao financiamento do crime, o cenário social e de segurança pública apresente mudanças estruturais nos próximos meses.

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