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Da geometria da Terra à biociência salival: fatos que redefinem o conhecimento global

Fonte(s): BBC, Terra, iG, Poder360 2 leituras
Da geometria da Terra à biociência salival: fatos que redefinem o conhecimento global
Climate Literacy and Energy Awareness Network

A Terra, longe de ser uma esfera perfeita, apresenta-se como um esferoide achatado, com deformações nos polos que alteram a percepção física do globo. Essa irregularidade geométrica é acompanhada por uma distribuição desigual de massa, o que faz com que a força da gravidade não seja constante em todos os pontos do planeta. De acordo com medições científicas, a intensidade do campo gravitacional aumenta gradualmente à medida que o observador se desloca da linha do equador em direção aos polos, embora essa variação seja sutil demais para ser captada pelos sentidos humanos.

Além das variações gravitacionais, o planeta é marcado por contrastes climáticos e geográficos severos. No Vale da Morte, nos Estados Unidos, os registros oficiais apontam a temperatura mais alta da história, alcançando 56,7 graus Celsius em julho de 1913. Em contrapartida, a biodiversidade terrestre revela um cenário de vasta exploração: atualmente, existem 1,2 milhão de espécies animais catalogadas, mas estimativas de pesquisadores indicam que o mundo natural abrigue cerca de 8,7 milhões de formas de vida, a maioria ainda desconhecida pela ciência moderna, que tenta catalogar a vida terrestre desde a formação do planeta há 4,5 bilhões de anos.

As divisões territoriais criadas pelo homem também desafiam a lógica geográfica convencional, como ocorre na fronteira entre Estados Unidos e Canadá. A Haskell Free Library e Opera House, erguida em 1904, foi construída propositalmente sobre a linha divisória, permitindo que usuários transitem entre os dois países dentro de uma mesma sala de leitura. Outro exemplo complexo de soberania é o enclave de Madha, um território de Omã totalmente cercado pelos Emirados Árabes Unidos, que contém em seu interior Nahwa, um pequeno vilarejo que pertence novamente aos Emirados, configurando um dos arranjos geopolíticos mais complexos do planeta.

Da geometria da Terra à biociência salival: fatos que redefinem o conhecimento global
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No campo da biologia humana, descobertas recentes elevam a importância da saliva, transformando-a em uma ferramenta de diagnóstico precoce para condições críticas. Pesquisadores do Centro de Investigações Interdisciplinares de Biociência Salival identificaram que a análise salival pode substituir exames de sangue na detecção de riscos cardíacos e colesterol alto. Segundo o pesquisador doutor Granger, esta inovação é vital para a saúde pública, visto que um terço das vítimas de paradas cardíacas morre anualmente sem saber que possuía condições de risco prévias, como pressão arterial elevada.

A saúde bucal também reflete preocupações globais, com a Organização Mundial da Saúde estimando que 60% da população mundial sofra ou já tenha sofrido de halitose. Conforme explica Marcos Moura, dentista e presidente da Associação Brasileira de Halitose, o problema muitas vezes serve como indicador de patologias ocultas. A prevenção fundamental envolve a manutenção da hidratação, visto que 90% da saliva é composta por água. A baixa ingestão de líquidos reduz a produção salival e favorece o surgimento de bactérias, afetando a proteção natural do organismo.

Enquanto a ciência avança na compreensão do corpo e do espaço, a percepção social sobre as mudanças globais revela divisões geográficas na América Latina. Levantamentos regionais mostram que 62% da população reconhece a existência das mudanças climáticas, mas o apoio a essa tese varia drasticamente entre países, sendo o Uruguai a nação com maior aceitação do fenômeno. O desafio para as próximas décadas reside no enfrentamento desses riscos ambientais, já que 83% dos latino-americanos atribuem à atividade humana a responsabilidade direta pelo esgotamento dos recursos naturais e pela perda da biodiversidade.

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