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Tendências do streaming em 2025: do terror de franquias ao drama biográfico

Fonte(s): Metrópoles, Época Negócios, Gauchazh, G1 5 leituras
Tendências do streaming em 2025: do terror de franquias ao drama biográfico
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O mercado de streaming e produções audiovisuais entra em um ciclo de consolidação de novos sucessos e transições de grandes franquias do cinema para a televisão em 2025. O destaque inicial fica com produções como Alien: Earth, que leva o terror clássico das telas grandes para o formato seriado sob a direção de Noah Hawley, e a terceira temporada de The White Lotus, que se estabelece como fenômeno cultural após explosão de audiência. Esse movimento é acompanhado por uma safra de comédias românticas e dramas policiais que tentam equilibrar o entretenimento leve com tramas densas e experimentais em diversas plataformas.

No catálogo da Netflix, títulos como Ladrão de Joias: Começa o Assalto e a série espanhola O Jardineiro ganham espaço no topo das produções mais assistidas. Enquanto o primeiro aposta na ação de Bollywood com o astro Saif Ali Khan interpretando um lendário criminoso em busca de um diamante raro, o segundo apresenta uma premissa sombria sobre um jardineiro que utiliza corpos humanos como adubo. Outra aposta relevante é Havoc, filme de ação estrelado por Tom Hardy que coloca um detetive em meio a uma rede de corrupção política para resgatar o filho de uma figura influente.

A diversidade de gêneros se reflete em produções que misturam comédia e crítica social. Too Much, da roteirista Lena Dunham, marca o retorno da criadora ao formato de série com uma comédia romântica inspirada em sua própria mudança para o Reino Unido, enquanto O Estúdio satiriza os bastidores de Hollywood em meio a uma crise na indústria cinematográfica. Por outro lado, o gênero policial se mantém forte com Dept. Q e Blue Lights, produções que exploram dilemas humanos e investigações complexas, embora algumas ainda não possuam exibição confirmada para o mercado brasileiro em todas as redes de streaming.

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O legado de produções recentes ainda ecoa nas listas de mais assistidos, com obras que definiram o tom sombrio e biográfico do setor. Pinguim, derivada do universo Batman, trouxe Colin Farrell em uma transformação física para narrar a ascensão do vilão na máfia, enquanto Senna retrata a vida do piloto brasileiro. Séries como Sunny e Xógum: A Gloriosa Saga do Japão também contribuíram para o cenário atual, oferecendo desde visões futuristas do Japão com toques de mistério e tecnologia até dramas épicos históricos que conquistaram crítica e público com alto rigor técnico.

A dinâmica atual mostra que o público busca tanto o conforto de comédias maratonáveis quanto o desafio de tramas angustiantes ao estilo de Bebê Rena e Monstros: Irmãos Menendez. Essa dualidade exige que as plataformas diversifiquem suas apostas para manter o engajamento de assinantes que transitam entre diferentes serviços, como Disney+, HBO Max, Apple TV+ e Amazon Prime Video. O impacto prático dessa oferta é uma fragmentação do consumo, onde produções originais precisam de leads fortes e narrativas únicas para se destacar em um mercado saturado de opções.

Para os próximos meses, a expectativa gira em torno da chegada de documentários de alto perfil, como o de Vini Jr., e o desdobramento de novos capítulos de franquias consagradas. Prazos de lançamento e a transição de filmes de sucesso para o streaming, como A Mula e O Informante, continuam a alimentar o catálogo e a ditar as tendências de consumo doméstico. O cenário aponta para uma indústria em constante transformação, onde a qualidade técnica e a originalidade dos roteiros são as principais ferramentas para garantir a longevidade das obras no gosto popular brasileiro e internacional.

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