O Corinthians consolidou seu bom início de temporada ao conquistar o título da Supercopa do Brasil sobre o Flamengo, faturando R$ 11,5 milhões em premiação, e manter o ritmo vitorioso no Campeonato Paulista com um triunfo sobre o Capivariano. A vitória na competição nacional, decidida no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, marcou o segundo troféu do clube no torneio e impulsionou a equipe liderada por jovens da base, que também brilharam no compromisso estadual. O resultado positivo alivia as pressões financeiras da diretoria diante das dívidas acumuladas, enquanto o time se prepara para os desafios de um calendário encurtado em função das competições internacionais deste ano.
A antecipação do início do Campeonato Brasileiro para fevereiro reflete a estratégia da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) de adaptar o calendário nacional ao ano de Copa do Mundo. Com a redução das datas destinadas aos estaduais, os grandes clubes enfrentam dificuldades de planejamento, resultando em desempenhos irregulares e pressões precoces sobre as comissões técnicas. Equipes tradicionais como São Paulo e Santos ocupam posições intermediárias em suas tabelas, enquanto o Flamengo vive um momento de instabilidade sob o comando de Filipe Luís, após derrotas em clássicos e a perda do título da Supercopa, gerando cobranças da torcida pela utilização imediata dos titulares.
No cenário paulista, o Palmeiras também atravessa momentos de turbulência após sofrer uma goleada por 4 a 0 para o Novorizontino, o pior resultado do técnico Abel Ferreira à frente do clube. O desgaste físico dos atletas e a ocorrência de lesões têm sido pontos de alerta para os departamentos médicos, que apontam a sobrecarga muscular como um fator determinante na queda de rendimento. O atacante Luciano, do São Paulo, é um exemplo recente desse cenário, tornando-se dúvida para as próximas rodadas devido a problemas musculares, enquanto o técnico Leonardo Jardim, do Cruzeiro, expressa surpresa com a falta de recursos tecnológicos básicos, como a tecnologia da linha do gol, no futebol brasileiro.
Enquanto os clubes lidam com o calendário doméstico, a Seleção Brasileira inicia o monitoramento dos atletas visando o Mundial de 2026. O coordenador técnico Juan e o diretor Rodrigo Caetano projetam um grupo equilibrado para as eliminatórias e para a Copa, reforçando que o Brasil deve se posicionar como a maior força de sua chave. Neymar, que celebrou seu 34º aniversário nas instalações do Santos, segue com prestígio junto à diretoria da CBF, que assegura sua vaga na equipe nacional. Em contrapartida, o surgimento de novos talentos como Endrick, que vive fase de destaque no Lyon, cria opções ofensivas para o técnico Dorival Júnior, embora o trabalho do treinador ainda enfrente ceticismo em parte do cenário esportivo.
O mercado de transferências permanece aquecido com movimentações estratégicas entre os clubes brasileiros. O Santos, em processo de reformulação, negocia a contratação do atacante Moisés, do Fortaleza, e já garantiu a chegada de reforços vindos de rivais diretos, enquanto jogadores da Ponte Preta optam pela Vila Belmiro em detrimento de outras propostas. Já o Vasco entrou na briga pelo volante Allan, enfrentando a resistência do Flamengo em facilitar a liberação do atleta. Essas movimentações ocorrem paralelamente a denúncias do Ministério Público sobre tentativas de aliciamento de jogadores para esquemas de apostas, evidenciando desafios de integridade que o esporte ainda precisa superar.
As consequências desse início de temporada acelerado refletem-se não apenas no campo, mas também na infraestrutura e na gestão dos clubes. Críticas severas à qualidade dos gramados em estádios como o Manduzão e o Mané Garrincha levantam debates sobre a segurança dos profissionais e o nível técnico do espetáculo. Com as primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro já em curso, as equipes buscam ajustes rápidos em seus elencos para evitar que o desgaste físico comprometa os objetivos esportivos em um ano de visibilidade global. O próximo período será decisivo para definir quais projetos de base e contratações conseguirão sustentar a regularidade exigida pelo novo calendário.