Tecnologia

Empresas brasileiras intensificam investimentos em tecnologia com foco em produtividade e IA

Fonte(s): Valor Econômico, G1, PEGN, PwC, IDC, AWS 5 leituras
Empresas brasileiras intensificam investimentos em tecnologia com foco em produtividade e IA
The Business Journals

As empresas brasileiras estão acelerando a adoção de tecnologias avançadas com o objetivo central de elevar a produtividade e a eficiência operacional. Esse movimento é marcado por uma mudança de mentalidade, na qual a infraestrutura digital deixa de ser vista como um custo acessório para se tornar o pilar estratégico do crescimento consistente. Atualmente, o foco dos investimentos recai sobre a modernização de sistemas, a integração de canais de atendimento ao cliente e a automação de processos complexos, utilizando ferramentas como inteligência artificial, computação em nuvem e redes privadas de alta velocidade para sustentar operações escaláveis.

Dados recentes indicam que a adoção da inteligência artificial no Brasil saltou de 29% para 40% no último ano, alcançando cerca de 2 milhões de novos negócios. No segmento de softwares, as aplicações em nuvem consolidaram-se como o principal caminho de modernização, registrando uma expansão de 27,6% e sendo utilizadas por 29% das companhias no país. Além disso, os aportes em segurança da informação somam US$ 1,3 bilhão, enquanto os investimentos em automação inteligente, que abrangem desde robôs de processos (RPAs) até inteligência artificial, atingiram US$ 214 milhões, um aumento de 17% em relação ao ano anterior.

A transformação tecnológica é liderada por setores como financeiro, saúde, varejo e indústria. No ambiente fabril, redes privadas 5G e LTE 4G estão sendo implementadas para otimizar a conectividade e a visibilidade dos processos. Exemplos práticos ocorrem na fábrica da Nestlé, em Caçapava, e na usina da Gerdau, em Ouro Branco, onde essa infraestrutura sustenta a automação e a rastreabilidade em tempo real desde o planejamento até a logística. Conforme explica o diretor da Claro empresas, a hiperconectividade exige o papel de um orquestrador para integrar ecossistemas complexos que envolvem milhares de dispositivos conectados, pessoas e dados integrados em nuvem.

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Zoho

A democratização do acesso digital também alcançou as pequenas e médias empresas, onde 38% já utilizam inteligência artificial. De acordo com pesquisas compartilhadas pelo portal E-commerce Brasil, 43% dos proprietários de pequenos negócios passaram a investir em novas tecnologias em 2024 especificamente para aumentar a produtividade. Andrea Fonseca França, sócia da Bain & Company, observa que os orçamentos de tecnologia estão se espalhando pelas organizações, com decisões saindo da exclusividade da área de TI e priorizando áreas como experiência do cliente e hiperautomação através de códigos prontos para desenvolvimento de aplicações, conhecidos como low code.

Apesar do avanço, a consolidação dessas soluções enfrenta barreiras como a percepção de altos custos e a carência de habilidades digitais entre os profissionais. Conforme destaca o Índice de Transformação Digital da PwC, o impacto real das inovações depende de estratégias bem definidas e governança eficaz. Para superar o déficit de qualificação, companhias têm apostado em treinamentos internos e metodologias personalizadas para nivelar o conhecimento tecnológico de equipes de marketing ou RH, tornando a familiaridade com dashboards e ferramentas digitais uma competência transversal e obrigatória em todos os departamentos da empresa.

O cenário futuro aponta para uma transição da fase de experimentação para uma etapa de entregas reais, sustentada por inteligência artificial onipresente, interfaces de programação de aplicações (APIs) e redes autônomas. Segundo o CEO da Opus Tech, Junior Machado, a migração da infraestrutura para nuvens privadas garante previsibilidade financeira e sustenta a digitalização sem interrupções. A tendência é que a tecnologia se torne a base de todas as áreas, permitindo que gestores utilizem plataformas de Business Intelligence e CRMs inteligentes para identificar oportunidades, antecipar riscos e tomar decisões estratégicas com precisão.

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