Tecnologia

Empresas brasileiras projetam salto de produtividade com avanço da inteligência artificial e automação

Fonte(s): Brasil Escola, InfoMoney, Exame 0 leituras
Empresas brasileiras projetam salto de produtividade com avanço da inteligência artificial e automação
Zoho

As empresas brasileiras estão acelerando os investimentos em tecnologia com a meta de aumentar a produtividade em mais de 20% nos próximos cinco anos. Esse movimento, impulsionado pela necessidade de eficiência e por um cenário demográfico em transformação, coloca a transição digital no centro da sobrevivência dos negócios. A adoção de ferramentas avançadas deixou de ser um diferencial de grandes corporações para se tornar uma necessidade estratégica para organizações de todos os portes que buscam sustentar o crescimento em um mercado competitivo e cada vez mais digitalizado. Tecnologias como inteligência artificial, análise de grandes volumes de dados e automação de processos estão sendo integradas ao núcleo das operações para fundamentar a tomada de decisões. Na prática, companhias utilizam sistemas de big data para cruzar informações demográficas e identificar padrões de consumo antes de expandir unidades físicas, enquanto a inteligência artificial faz a gestão de estoques e personaliza recomendações aos clientes. Esse nível de aplicação técnica permite uma gestão mais assertiva, substituindo tarefas repetitivas por softwares automatizados e fornecendo uma visão em tempo real dos indicadores de desempenho. Apesar dos benefícios claros, a transição enfrenta desafios, especialmente em pequenas empresas onde barreiras culturais e a falta de conhecimento técnico ainda dificultam a modernização. Ricardo Chisman, líder de consultoria de tecnologia da Accenture, avalia que as empresas se dividem entre as que capturaram os benefícios da automação e as que pararam no tempo, enfrentando destinos provavelmente distintos. Por outro lado, a busca por inovação não pode ignorar o fator humano, e especialistas alertam que, para o crescimento ser sustentável, deve haver um equilíbrio entre o avanço tecnológico e o bem-estar dos colaboradores, garantindo uma cultura organizacional robusta. Dados de uma pesquisa global realizada pela Infor com 3,6 mil organizações indicam que 80% das empresas brasileiras reconhecem a tecnologia avançada como fator-chave para o sucesso futuro. Atualmente, 79,3% dos empresários nacionais pretendem ampliar seus aportes tecnológicos em 20% ou mais no curto e médio prazo. Essa urgência é alimentada pela inversão da pirâmide etária brasileira, prevista para 2040, o que dificulta a contratação de novos profissionais e obriga as companhias a produzirem mais com as equipes atuais por meio de machine learning e automação. O impacto dessas transformações é sentido na capacidade das empresas em superar crises econômicas. De acordo com Lawrence Koo, professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, sistemas de gestão integrada trazem maior controle e reduzem custos operacionais, tornando as empresas mais resilientes a oscilações financeiras. A tecnologia evoluiu de um simples suporte técnico para a base fundamental na definição de estratégias organizacionais e na descoberta de novas oportunidades de mercado, influenciando diretamente os resultados finais e o valor competitivo da marca. Para os próximos anos, o foco dos investimentos empresariais permanece na expansão do uso de computação em nuvem, blockchain e inteligência artificial cada vez mais sofisticada. O desafio reside na mudança profunda das culturas organizacionais para incorporar plenamente essas ferramentas ao cotidiano administrativo. Empresas que conseguirem integrar os pilares tecnológicos, como a cultura de dados e o foco no cliente, com a valorização do capital humano estarão mais preparadas para enfrentar as incertezas do mercado global e garantir a sustentabilidade de suas operações a longo prazo.

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