Tecnologia

Empresas brasileiras projetam salto de produtividade com avanço tecnológico e novos modelos de negócio

Fonte(s): Correio Braziliense, Valor Econômico, G1, InfoMoney, Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios 0 leituras
Empresas brasileiras projetam salto de produtividade com avanço tecnológico e novos modelos de negócio
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A transformação digital nas empresas brasileiras atingiu um novo patamar, deixando de ser apenas um suporte operacional para se tornar o motor central da produtividade e da criação de novos modelos de negócio. Pesquisas recentes indicam que 74% das organizações no país esperam elevar sua produtividade em mais de 20% nos próximos cinco anos por meio da adoção de tecnologias avançadas. Esse movimento é impulsionado pela necessidade de eficiência em um mercado cada vez mais dinâmico, onde ferramentas de inteligência artificial, automação e análise de dados em tempo real deixaram de ser diferenciais para se tornarem requisitos básicos de sobrevivência e competitividade.

O investimento em sistemas integrados de gestão, como o Enterprise Resource Planning (ERP), e em soluções em nuvem tem gerado ganhos expressivos na capacidade de adaptação das companhias. De acordo com o relatório da Deloitte, essas tecnologias otimizam operações internas e aprimoram a experiência do cliente, fator decisivo para a sustentabilidade financeira. No segmento das pequenas e médias empresas, que representam cerca de um terço do Produto Interno Bruto brasileiro, a automação de processos pode reduzir os gastos administrativos em até 20%, enquanto a capacitação tecnológica adequada chega a elevar a eficiência operacional em 80%, conforme dados registrados pelo setor.

Contudo, a transição para um ambiente digital exige uma mudança de mentalidade na liderança corporativa. Para o CEO da Brevya, Pablo Rodrigues Nunes, o uso estratégico da tecnologia deve ir além da correção de falhas e focar na investigação de novas estruturas de negócio que podem surgir de ferramentas já consolidadas, como a transformação de canais de comunicação em complexas plataformas de relacionamento. Por outro lado, Kenneth Corrêa, professor da FGV, alerta para a chamada síndrome da joia, que ocorre quando empresas adotam inovações por mera tendência de mercado, sem mapear os gargalos reais. Ele ressalta que a tecnologia só gera tração quando os profissionais compreendem seu propósito, evitando que a automação apenas acelere processos confusos.

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No campo das tecnologias emergentes, o Big Data Analytics e a inteligência artificial destacam-se como os principais guias para a tomada de decisões e expansão de mercado. Redes globais utilizam sistemas para cruzar dados demográficos e prever a demanda de novas unidades, enquanto algoritmos de machine learning personalizam ofertas e gerem estoques de forma autônoma. Segundo a consultoria Gartner, a inteligência artificial consolidou-se como a tendência dominante, permitindo interações complexas com clientes e a antecipação de necessidades de suprimentos antes mesmo que o problema se manifeste fisicamente nas prateleiras ou galpões de distribuição.

O cenário econômico e demográfico do Brasil acelera a urgência dessas mudanças, visto que a inversão da pirâmide etária prevista para 2040 dificultará a contratação de novos profissionais. Diante da escassez de mão de obra futura, as empresas são forçadas a produzir mais com as equipes atuais, tornando a automação um aliado indispensável para manter o crescimento sustentável. O reconhecimento desse fator é tão amplo que 80% das empresas brasileiras admitem que o sucesso futuro depende diretamente da adoção tecnológica, consolidando a cultura de dados e o foco no cliente como pilares das organizações de alta performance.

Os próximos passos para o setor produtivo envolvem um aumento substancial nos aportes financeiros voltados à inovação. Cerca de 79,3% dos empresários brasileiros pretendem elevar seus investimentos em tecnologia em pelo menos 20% nos próximos anos. Embora o ritmo de implementação possa enfrentar desafios devido à complexidade da integração de novos sistemas, a tendência é de uma digitalização total das áreas de marketing, recursos humanos, finanças e compliance. O desafio imediato permanece na superação da resistência interna e na formação de lideranças capazes de enxergar a tecnologia não como um custo ou um acessório, mas como a base da nova arquitetura econômica nacional.

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