Tecnologia

O superciclo tecnológico de 2025 e a consolidação da inteligência viva na sociedade

Fonte(s): Época Negócios, Brasil Escola, Jovem Pan, Estado de Minas 2 leituras
O superciclo tecnológico de 2025 e a consolidação da inteligência viva na sociedade
Gartner

O mundo atravessa um superciclo tecnológico sem precedentes, marcado pela convergência de inovações que prometem transformar a rotina global de forma tão profunda quanto a introdução da eletricidade ou da internet. Este fenômeno, impulsionado pela fusão entre inteligência artificial, biotecnologia e sensores avançados, estabelece o conceito de inteligência viva, em que sistemas passam a sentir, aprender e evoluir de maneira autônoma. Conforme explica a futurista Amy Webb, essa tempestade perfeita de inovação cria um período de rápida interrupção e transformação de magnitude histórica, levando à criação de setores totalmente novos e a mudanças profundas na estrutura social e econômica global.

A computação quântica e a inteligência artificial agêntica são os pilares dessa nova era de processamento. A estabilidade dos computadores quânticos atingiu um ponto de virada com o desenvolvimento de técnicas de correção de erros, como o decodificador AlphaQubit, do Google DeepMind, que permite cálculos em escala com precisão inédita. Paralelamente, a inteligência artificial evolui para um modelo agêntico autônomo, capaz de planejar e executar tarefas complexas sem intervenção humana. Segundo o especialista Davis Alves, essa tecnologia deixa de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar um elemento estratégico de soberania nacional e governança corporativa, dominando o cenário operacional a partir de 2026.

No campo da interface entre humanos e máquinas, as inovações rompem as barreiras físicas com dispositivos que interpretam emoções e o pensamento. A inteligência artificial emocional agora consegue reconhecer voz, humor e contexto, oferecendo assistência personalizada e preventiva. Enquanto isso, acessórios compactos começam a substituir fios e sensores para permitir o controle mental de tarefas cotidianas, como o pagamento de contas ou o envio de mensagens. Complementando essa integração, Ramesh Raskar, fundador do Camera Culture Group do MIT, aponta para uma supervisão humana por meio de óculos de realidade virtual ou implantes ópticos que permitirão enxergar através da névoa ou ler livros fechados, alterando a percepção sensorial básica do ser humano.

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A infraestrutura física também passa por uma metamorfose, com a transição da iluminação de LED para sistemas baseados em lasers difundidos por fibra óptica e espelhos, tecnologia que já começa a migrar do setor automotivo para o uso doméstico. No setor de energia, o avanço em fontes renováveis e armazenamento avançado caminha para a autossuficiência energética das residências. Esse cenário contrasta drasticamente com a evolução da última década, que teve como marcos o surgimento do WhatsApp e a popularização do 3D, e agora avança para a impressão 4D, casas conectadas e o uso de poeira inteligente para monitoramento de ambientes de trabalho.

O impacto prático dessas transformações já é visível na integração de identidades digitais diretamente ao corpo humano por meio de microchips e implantes para acessos e pagamentos. Na mobilidade, a expansão da internet via satélite e o aumento da frota de carros autônomos e supercarros elétricos redesenham as cidades. No âmbito social, robôs sociais passam a interagir com gestos e emoções humanas, assumindo funções críticas no suporte emocional e no cuidado de idosos. Essa transição ocorre devido à queda nos custos de produção, ao aumento da conectividade e a uma crescente aceitação social das tecnologias disruptivas no dia a dia.

Para os próximos meses, a expectativa gira em torno do lançamento de dispositivos móveis com telas dobráveis e a consolidação de reuniões holográficas por meio da realidade mista. No entanto, o avanço acelerado traz desafios complexos em cibersegurança e proteção de dados, exigindo novos marcos regulatórios. O ano de 2026 deve marcar o ápice dessa transição, onde a tecnologia não será apenas uma ferramenta de uso, mas uma camada invisível e constante que influencia decisões, emoções e a soberania das nações em um ambiente totalmente conectado.

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