Tecnologia

Uso de inteligência artificial dobra em empresas brasileiras e impulsiona metas de produtividade

Fonte(s): InfoMoney, Agência Brasil, Estado de Minas, Brasil Escola, UOL 6 leituras
Uso de inteligência artificial dobra em empresas brasileiras e impulsiona metas de produtividade
Sankhya

A adoção de tecnologias digitais avançadas nas empresas brasileiras atingiu um novo patamar, com o uso de Inteligência Artificial (IA) mais do que dobrando no setor industrial nos últimos dois anos. Dados da Pesquisa de Inovação Semestral (Pintec) indicam que a presença da IA saltou de 17% em 2022 para 42% em 2024, impulsionada principalmente pelo avanço das ferramentas generativas e pela busca por eficiência operacional. Atualmente, cerca de 89% das organizações utilizam ao menos um recurso digital de ponta, como computação em nuvem, análise de big data ou robótica, para sustentar suas atividades e garantir competitividade no mercado global.

O movimento é fundamentado por uma forte expectativa de ganho de produtividade, especialmente em um cenário onde a pirâmide etária brasileira aponta para a redução da oferta de mão de obra até 2040. Cerca de 74% das companhias do país projetam um aumento de produtividade superior a 20% nos próximos três a cinco anos por meio da automação e do machine learning. Para alcançar esses resultados, 79,3% dos empresários pretendem expandir seus investimentos em tecnologia em pelo menos 20% no mesmo período. A computação em nuvem permanece como a ferramenta mais difundida, sendo utilizada por 77% das organizações devido à sua versatilidade em áreas que vão da administração ao desenvolvimento de novos produtos.

Embora a indústria avance, o nível de maturidade digital ainda apresenta disparidades entre os setores. Segundo o gerente de pesquisas temáticas do IBGE, Flávio Peixoto, enquanto o uso da nuvem é abrangente em todas as áreas, tecnologias mais específicas, como a manufatura aditiva, ainda estão restritas a 20% do parque industrial. Por outro lado, lideranças do setor ressaltam que a transformação digital deve ser equilibrada com o capital humano. O foco em inovação não pode negligenciar o bem-estar dos colaboradores, pois as organizações de alta performance são aquelas que conseguem integrar a automação a uma abordagem centrada nas pessoas, garantindo um ambiente de trabalho produtivo e sustentável.

Uso de inteligência artificial dobra em empresas brasileiras e impulsiona metas de produtividade
Progic

Entre as tecnologias mais empregadas atualmente, a automação digital com sensores lidera com 46% de adoção, seguida por sistemas integrados de manufatura e ferramentas digitais de relacionamento com o cliente. Pequenas e médias empresas também encontraram nas soluções digitais uma forma de proteger margens de lucro e enfrentar a concorrência. Dados do Sebrae mostram que pequenos negócios que não inovam enfrentam maior risco de fechamento, com 60% deles encerrando atividades em menos de dois anos. Em contrapartida, a implementação de sistemas de gestão em nuvem pode reduzir custos operacionais em até 30% logo no primeiro ano de uso, permitindo decisões de compra mais estratégicas e melhor uso do capital de giro.

O impacto prático dessas mudanças é visível na modernização de processos que permitem produzir mais com as equipes atuais, elevando a margem de lucro sem necessariamente expandir a folha de pagamento. No varejo e no setor de serviços, a substituição de controles manuais por plataformas automatizadas tem reduzido perdas e aumentado a precisão das informações. Para o mercado, essa transição significa uma demanda crescente por qualificação profissional, ao mesmo tempo que oferece serviços e produtos com melhor custo-benefício, uma vez que 60% das empresas relatam redução direta em seus custos operacionais após a digitalização de seus processos produtivos.

A tendência para os próximos anos aponta para a consolidação da cultura de dados e do foco no cliente como pilares centrais de sobrevivência institucional. O próximo passo para o ambiente corporativo brasileiro envolve a transição massiva de sistemas legados para a nuvem e o aprofundamento da inteligência artificial em processos de decisão lógica. À medida que o custo de tecnologias como Internet das Coisas e Big Data continua a cair, a expectativa é que mesmo as operações menores alcancem um nível de sofisticação tecnológica antes exclusivo às grandes corporações, completando o ciclo de digitalização da economia nacional.

Compartilhar

Relacionadas