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Avanços tecnológicos em energia, IA e novos materiais prometem transformação global até 2025

Fonte(s): G1, Folha de S.Paulo, Época Negócios, BBC News Brasil 3 leituras
Avanços tecnológicos em energia, IA e novos materiais prometem transformação global até 2025
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O avanço acelerado de tecnologias emergentes sinaliza o início de um superciclo de inovação com potencial para remodelar a economia global e o cotidiano das sociedades até 2025. A convergência entre inteligência artificial, novos materiais e fontes de energia limpa está criando uma ruptura comparável à introdução da eletricidade ou da internet. Este fenômeno, impulsionado pela integração de sistemas que podem sentir, aprender e evoluir, deixa de ser uma promessa teórica para se tornar uma aplicação prática em setores que vão da gestão de resíduos à geração de eletricidade em larga escala, exigindo um novo olhar sobre como vivemos e trabalhamos.

No setor energético, o foco recai sobre a descarbonização e a segurança no abastecimento. A implementação de pequenos reatores modulares, conhecidos como SMRs, e de sistemas de energia geotérmica modular promete levar energia limpa a comunidades remotas e estabilizar redes elétricas urbanas sem a dependência de condições geológicas específicas. Estima-se que tecnologias emergentes de geração e tratamento, como a dessalinização regenerativa e a recuperação de recursos como lítio e CO2, tenham potencial para suprir cerca de 20% das necessidades globais de eletricidade, totalizando mais de 5.177 terawatts-hora anualmente. Paralelamente, a substituição do hidrogênio fóssil por hidrogênio verde na produção de fertilizantes e o desenvolvimento de técnicas inovadoras de armazenamento devem viabilizar o uso de milhões de veículos movidos a essa matriz em uma década.

A inteligência artificial entra em uma nova fase, migrando do simples reconhecimento de padrões para o aprendizado autônomo e a chamada inteligência viva. De acordo com a futurista Amy Webb, essa evolução resulta da fusão da IA com sensores avançados e biotecnologia, permitindo que máquinas interajam de forma adaptável com o ambiente. Na prática, isso se traduz em robôs com sensores mais precisos e baratos, capazes de atuar fora do ambiente controlado das fábricas, e em sistemas automatizados de triagem de resíduos que utilizam reconhecimento de imagem para recuperar restos de alimentos em grande escala, transformando lixo em biogás e composto orgânico.

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O campo da computação também atinge um ponto de inflexão com o amadurecimento da tecnologia quântica. Avanços em técnicas de correção de erros, como o decodificador AlphaQubit desenvolvido pelo Google DeepMind, estão tornando os computadores quânticos ferramentas estáveis para cálculos complexos e descobertas científicas inéditas. No mercado de consumo, a expectativa para os próximos meses inclui a renovação de assistentes virtuais com IA generativa, a expansão da internet via satélite e a chegada de dispositivos mais versáteis, como smartphones dobráveis e carros autônomos com maior presença em áreas urbanas, consolidando a tecnologia no cotidiano.

A inovação estende-se ainda à ciência dos materiais e à sustentabilidade industrial. A descoberta de plásticos do tipo thermoset recicláveis, que podem ter sua cadeia de polímeros quebrada por ácidos e ser reutilizados sem perda de rigidez ou durabilidade, visa reduzir drasticamente o descarte de resíduos sólidos. O Fórum Econômico Mundial projeta que esses novos materiais se tornem onipresentes na indústria de bens fabricados até 2025. Além disso, a integração de dados de solo com imagens de satélite e plataformas de código aberto está padronizando a gestão ambiental, permitindo uma captura de metano e monitoramento de terras mais eficiente.

Embora o progresso seja explosivo, a transição plena para essas tecnologias enfrenta desafios de natureza técnica e econômica, especialmente no que diz respeito ao custo de transporte de novas fontes de energia e à infraestrutura necessária para a reciclagem universal. O sucesso desse novo ciclo tecnológico dependerá da capacidade de escala comercial e da adaptação de marcos regulatórios para garantir a segurança e a eficiência das inovações. Os próximos passos envolvem testes em larga escala e a consolidação de mercados para produtos de baixo carbono, definindo quem liderará a nova economia digital e sustentável nos próximos dez anos.

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