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Tecnologia e automação são apostas das empresas brasileiras para elevar produtividade

Fonte(s): g1, Brasil Escola, InfoMoney, UOL Host, PEGN, Agência Brasil 4 leituras
Tecnologia e automação são apostas das empresas brasileiras para elevar produtividade
Zoho

As empresas brasileiras projetam um salto de produtividade amparado pela transformação digital, com 74% das organizações do país estimando um crescimento superior a 20% nos próximos três a cinco anos. Esse movimento é impulsionado pela necessidade de otimizar processos diante de um cenário de envelhecimento da população e dificuldades crescentes na contratação de novos profissionais, o que exige que as equipes atuais produzam mais com o suporte de ferramentas avançadas. A automação e o uso de tecnologias emergentes deixaram de ser diferenciais competitivos para se tornarem pilares de sobrevivência e sustentabilidade no mercado nacional.

O uso de plataformas de escritório online e ambientes digitais colaborativos tem sido fundamental para reestruturar a rotina corporativa, especialmente em modelos de trabalho híbrido ou home office. De acordo com Fernanda Bordini, gerente do Zoho Workplace, a tecnologia atua diretamente na redução do microgerenciamento, permitindo que as lideranças abandonem o controle excessivo em favor de uma gestão mais autônoma e organizada. Ferramentas que automatizam fluxos de trabalho rotineiros garantem que os times tenham clareza sobre prazos e tarefas, melhorando a interação e a agilidade nas entregas diárias.

Apesar do entusiasmo, especialistas alertam para o risco de implementações ineficazes motivadas apenas por tendências de mercado. Kenneth Corrêa, professor da FGV, define esse fenômeno como a síndrome da joia, que ocorre quando uma companhia contrata ferramentas isoladas, como planos de inteligência artificial generativa, sem antes mapear os gargalos reais do negócio. Para o especialista, a tecnologia só gera tração quando os profissionais envolvidos compreendem o propósito da mudança, sob o risco de apenas automatizar a confusão existente nos processos. Além disso, a inovação não deve ocorrer às custas do capital humano, exigindo um equilíbrio que valorize o bem-estar dos colaboradores.

Tecnologia e automação são apostas das empresas brasileiras para elevar produtividade
The Business Journals

Dados da Sondagem Indústria 4.0, realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), revelam que sete em cada dez empresas no Brasil já utilizam tecnologias digitais, embora a maioria ainda se encontre em estágios iniciais de digitalização. As soluções mais frequentes envolvem a automação digital com sensores para controle de processos e sistemas integrados de manufatura. Enquanto a inteligência artificial e o machine learning são vistos como fatores-chave para o sucesso futuro, a realidade atual mostra que 72% das empresas buscam prioritariamente o aumento da produtividade e a redução de custos operacionais através dessas inovações.

O impacto dessas mudanças estende-se para além das grandes indústrias, atingindo pequenos empreendedores por meio do armazenamento em nuvem e de novos métodos de pagamento. O cloud computing garante segurança e durabilidade para dados críticos, enquanto a popularização de pagamentos digitais e ferramentas como o Pix dinamiza a relação com fornecedores e consumidores. No setor de serviços e comércio, a tendência aponta para o uso intensivo de marketing de vídeo e inteligência artificial para personalizar o atendimento, transformando o engajamento digital em lucros reais e fidelização de clientes.

Para os próximos anos, a expectativa é de uma aceleração nos investimentos, com cerca de 79,3% dos empresários brasileiros planejando elevar os gastos em tecnologia em 20% ou mais. O foco deve se concentrar em quatro pilares fundamentais: sistemas ágeis, cultura de dados, foco no cliente e preparação para o futuro. O desafio pendente reside na transição da digitalização básica para o uso de tecnologias de ponta, superando obstáculos como a escassez de mão de obra qualificada e a necessidade de uma integração sistêmica que suporte o crescimento sustentável de longo prazo.

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